Corpo de agente que teria sido baleado por Cadu é enterrado em GO

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Ele levou um tiro na cabeça em assalto no dia 28 de agosto, em Goiânia.

‘Vítima da impunidade’, diz irmã de Marcos Vinícius, durante cortejo.

O corpo do agente penitenciário Marcos Vinicíus Lemes da Abadia, 45 anos, foi enterrado por volta das 11h desta sexta-feira (24), no Cemitério Memorial Parque, em Goiânia. Ele foi baleado durante um assalto no Setor Bueno, na capital, no dia 28 de agosto. Para a polícia, o autor do crime é Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 29 anos, que segue preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.

Familiares, amigos e colegas de trabalho prestaram as últimas homenagens a Marcos Vinícius, que era agente penitenciário há 17 anos. Como era da vontade do homem, o corpo dele foi carregado em um carro aberto do Corpo de Bombeiros. O cortejo saiu de uma igreja no Setor Novo Horizonte até o cemitério.

O superintendente de Direitos Humanos em Goiás, Fabrício Bonfim,  relata que o amigo dedicava a vida ao trabalho e ao serviço voluntário. “Por ironia do destino, ele prestava assistência a presos. Ele tem uma Organização Não Governamental e ali fazia um brilhante trabalho de resocialização e acabou sendo vítima de um preso”, lamenta.

Irmã do agente penitenciário, Maysa Lemes dos Santos conta que a família está muito abalada. “Ele fez o bem a vida inteira, ele não merecia o que aconteceu. Meu irmão foi vítima da impunidade porque ele [Cadu] não poderia estar solto”, disse.

Crime

Desde o dia do crime, Marcos Vinícius estava internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Ele não resistiu e morreu na quinta-feira (23), após quase dois meses hospitalizado.

O momento em que o agente penitenciário é baleado foi registrado por circuitos de segurança das imediações. No vídeo, é possível ver quando a vítima reage ao assalto e luta com o criminoso, que atira na cabeça do servidor e foge com a ajuda de um comparsa.

Assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele, Raoni Vilas Boas, em 2010, Cadu foi indiciado e responde pelo crime. Ele voltou a ser preso no dia 1º de setembro, após fugir de uma abordagem policial, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ele também foi indiciado por roubar o carro do estudante de direito Mateus Pinheiro de Morais, de 21 anos, e executá-lo, no dia 31 de agosto, no mesmo bairro da tentativa de latrocínio contra o agente penitenciário.

Marcos de Abadia está internado em estado grave, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

No dia 15 de setembro, o Ministério Público Estadual (MP-GO) ofereceu denúncia contra Cadu pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), receptação e porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada. Além disso, ele também foi denunciado pela tentativa de latrocínio contra Marcos Vinicíus que, até então, se recuperava no hospital.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Cadu responde a três processos, sendo que todos tramitam em segredo de Justiça.

Esquizofrenia

Após cometer o duplo homicídio contra o cartunista Glauco e o filho dele, Cadu, que possui esquizofrenia, foi considerado pela Justiça inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença mental não tem cura, mas tem controle, desde que seja tratada.

Incluído no Programa de Atenção Integral ao Louco Infrator (Paili), Cadu estava em liberdade desde agosto de 2013 e era acompanhado mensalmente pela Justiça de Goiás, já que a família dele mora em Goiânia. A juíza Telma Aparecida Alves, que determinou que Cadu não precisava mais ficar internado, disse que ele não aparentava ter algum tipo de problema mental. “Era doce, amável com as pessoas. Entrava nas residências de algumas pessoas quando ele fazia prestação de serviço, limpando piscinas”, disse.

Cadu (Foto: Divulgação / PM)

Questionada se errou ao liberar Cadu, a magistrada afirmou que tomou a decisão “correta e mais adequada possível”. Disse que é mãe e que também entende a dor da família de Mateus. Telma revelou que, a partir deste episódio, vai agir de outra forma.

“Eu vou ficar um pouco mais atenta, como ficaria qualquer pessoa que tiver sua casa roubada vai ficar mais atendo em fechar mais a janela, cuidar mais da porta. Vou fazer isso nos processos: olhar se está tudo certo mesmo, se a pessoa tem um amparo familiar capaz de auxiliá-lo. Com certeza, vou ser um pouquinho mais precavida”, disse.

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/10/corpo-de-agente-que-teria-sido-baleado-por-cadu-e-enterrado-em-go.html

 

 

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